O Mega Drive foi um dos consoles mais populares no Brasil nos anos 90 e até hoje é lembrado com carinho pelos seus fãs. Ele era mais conhecido pelos seus jogos de ação e aventura que aproveitavam bem a sua maior vantagem: o seu veloz processador (e dá-lhe Blast Processing). E apesar de sua biblioteca de jogos não contar com muitos RPGs, os títulos que oferecia eram mais do que suficientes para entregar aos fãs histórias épicas e inesquecíveis. Confira abaixo cinco games inesquecíveis que certamente merecem a sua atenção neste gênero:

Phantasy Star IV

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A série “Phantasy Star” iniciou sua história no Master System em  1987 para logo em seguida receber três sequências no Mega Drive. Obviamente recomendamos jogar todos os quatro, um após o outro, para mergulhar de cabeça no incrível universo do jogo, que mistura elementos de fantasia e scifi. Mas, se for para escolher apenas um, “Phantasy Star IV” certamente é a escolha certa, considerado por muitos fãs o melhor de toda a franquia clássica, ele foi lançado originalmente em 1993 no Japão e trazia personagens inesquecíveis e uma história épica digna da série. A Sega nunca lançou uma sequência direta, o que é o sonho de milhares de fãs até hoje.

Shining Force II

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Ao lado de “Phantasy Star”, a série “Shining Force” era outra importante franquia de RPG que nasceu no Mega Drive e contou com três belos jogos no sistema, onde destacamos “Shining Force II” de 1993, com o seu estilo RPG tático em turnos – as batalhas se desenrolam em uma área quadriculada, onde cada personagem possui um estilo de movimento, velocidade e ataque. Com uma abordagem simples, “Shining Force II” é divertido por sua simplicidade e originalidade e certamente ocupa o lugar de melhor “RPG estratégico” do Mega Drive até os dias de hoje!

Beyond Oasis

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“Beyond Oasis”, lançado em 1994, não é apenas um RPG, mas também um jogo que mistura ação com uma pitada de pancadaria ao estilo “Streets of Rage”, resultando em um título incrível que exala criatividade e diversão por todos os seus poros. Um trabalho primoroso e imperdível para os fãs da Sega. O jogador assume o comando do jovem aventureiro chamado Ali,  que encontra um artefato mágico chamado Gold Armlet, que permite controlar quatro espíritos sagrados, que devem ser encontrados para impedir o caos e destruição do mundo.

Crusader of Centy

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O Megão não tinha o clássico Zelda, mas em compensação ganhou um jogo bem parecido chamado “Crusader of Centy”, que conta com cenários bem feitos e coloridos, uma jogabilidade simples e extremamente divertida. A narrativa era bem diferente dos jogos do gênero e colocava o jogador em um mundo de fantasia recheado de conflitos entre homens e monstros, onde as criaturas se sentem injustamente temidas e são constantemente atacadas pelos humanos. Outra particularidade do game era a opção do protagonista colecionar animais com variadas habilidades que ajudavam a resolver quebra-cabeças, passar por labirintos e derrotar chefões pelo caminho. Uma ótima opção para quem gosta de RPGs de ação descontraídos.

Landstalker

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E por fim, mais uma das pérolas RPGs de ação, “Landstalker” é uma excelente opção com belíssimos visuais isométricos, personagens encantadores e uma narrativa leve e divertida, que vão distrair o jogador por horas sem perceber. Originalmente, “Landstalker” era para ser um título derivado de “Shining Force” na forma de RPG ação e não mais de estratégia. Porém, durante o desenvolvimento, o projeto foi ganhando identidade própria e acabou virando uma nova propriedade intelectual, estrelando Nigel, um elfo malandrão caçador de tesouros (ao melhor estilo Indiana Jones) e sua fiel companheira, uma linda fadinha, que atende pelo nome de Friday (Sexta-Feira). Um clássico que também não pode faltar em qualquer lista de um fã da Sega/Mega Drive!

Esperemos que tenham gostado da nossa lista, apesar de o Mega Drive possuir outros excelentes RPGs que não estão aqui listados, estes cinco certamente são os mais populares e imperdíveis do console, que vão render horas de diversão e trazer de volta a boa e velha nostalgia dos RPGs da geração 16 Bits –  afinal, sejamos sinceros, já não se fazem mais RPGs como antigamente, não é mesmo?