*Atendendo ao pedido de Thiago R. Aragão, realizado no Facebook oficial da Tectoy.

Em 2001 a Sega lançou o inovador game musical e rail-shooterRez” para o Dreamcast (e também para o PlayStation 2), que apesar de aclamado pela crítica, não recebeu muita atenção comercial – a versão de Dreamcast nem chegou a ser lançada nos EUA.

O jogo foi desenvolvido pelo United Game Artists, ou simplesmente UGA, um time interno da Sega liderado pelo game designer Tetsuya Mizuguchi – responsável por outros clássicos como Space Channel 5 e Child of Eden.

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“Rez” possui uma proposta artística única ao apresentar para o jogador um universo virtual baseado na Sinestesia – a junção de planos sensoriais diferentes que aumentam a nossa percepção das coisas, como por exemplo o cheiro e a visão de uma deliciosa comida. Acho que já deu para sacar que o game não tem nada de convencional, não é mesmo?

O jogador controla um avatar em um mundo virtual psicodélico com a missão de invadir uma rede conhecida como K-Project, e assim salvar uma Inteligência Artificial chamada Eden, que está sobrecarregada com todo o conhecimento humano e o seu desligamento pode causar sérios problemas.

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A jogabilidade é simples e segue o esquema de rail-shooter, ou seja, a tela se movimenta automaticamente enquanto o jogador controla apenas a mira do personagem para derrotar os inimigos e coletar itens – assim como os clássicos Space Harrier e Panzer Dragoon, da própria Sega.

No entanto, diferente dos outros games do gênero, a primeira coisa que chama a atenção em “Rez” é o seu visual psicodélico composto por cores vibrantes, polígonos e linhas das mais variadas formas – algo semelhante ao clássico filme “Tron”. Melhor que tentar descrever, é mais fácil você conferir as imagens que colocamos no post, caso não conheça o jogo.

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Outro ponto de destaque é a sua trilha sonora fantástica composta por músicas eletrônicas, que pulsam em sintonia com as figuras que aparecem na tela. Aliado a isso, toda a ação do jogador dentro da aventura cria efeitos sonoros e melodias que geram o seu próprio ritmo, que se misturam com o visual e a música tocada ao fundo.

A grande sacada dessa ideia é que os efeitos sonoros mudam com o estilo do jogador, na forma e na ordem em que os inimigos são destruídos assim que surgem na tela, originando uma espécie de “criador de música“. O nível de imersão que o game proporciona é incrível, especialmente contra os imponentes chefões que mudam de forma e ataques o tempo todo, com tanta informação na tela que as vezes acabam por confundir os nossos sentidos.

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Em 2008 o jogo recebeu um remake para Xbox 360 chamado “Rez HD” e recentemente foi lançado para o PlayStation 4 batizado de “Rez Infinite”, com supervisão do criador original e que pode ser jogado também com o acessório de realidade virtual PSVR (o que deve proporcionar uma experiência ainda mais fantástica).

“Rez” é um game “diferentão” com design artístico único e que infelizmente não alcançou a popularidade que merecia, mas certamente é digno de ser lembrado como uma obra de arte dos videogames.

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  • Thiago R. Aragao

    Rez foi uma obra de arte, praticamente lisergica, só o fato de membros originais do Team Andrômeda ter feito este game, já prova o poder da inovação presente neste título.

  • Paulo Edson Fernandes

    Um dos jogos mais perfeitos de todos os tempos… Imersão é o nome dessa obra prima!