Rocket Knight Adventures” é um dos melhores jogos de plataforma 2D da geração 16 Bits, vindo da explosão dos “jogos de mascotes e bichinhos fofos” que começou com o sucesso avassalador de “Sonic The Hedgehog“.

Produzido pela Konami exclusivamente para o Mega Drive em 1993 (a primeira propriedade intelectual dela para a Sega), a produtora entregou um game com excelentes gráficos, trilha sonora, jogabilidade e um desafio sob medida. E tinha até uma história muito legal para um game desse gênero!

E não demorou muito para que a sua sequência fosse lançada, e assim em 1994 chegava ao mercado “Sparkster: Rocket Knight Adventures 2“, em duas versões diferentes, uma para o Mega Drive e outra para o Super Nintendo.

Lutando contra um exército de Lagartos

Como já era tradição da Konami, ao lançar o mesmo game nas duas plataformas ela os fazia bem diferentes um do outro, aproveitando o hardware de cada console, e assim ocorreu com “Sparkster”, sendo que cada um tem seus próprios cenários, músicas, inimigos e até uma história diferente.

A narrativa para o console da Sega é uma continuação direta do jogo original, que mostrou Sparkster, o gambá guerreiro que usa armadura, jetpack e uma espada mística, salvando o seu reino Zebulos contra os invasores representados por uma civilização de porcos hostis.

Vários anos se passaram até que outra ameaça surgisse em Zebulos, desta vez através de uma invasão de um exército de lagartos. Para piorar as coisas, o arqui-inimigo do nosso herói, Axel Gear, um Rocket Knight renegado, está trabalhando junto com os lagartos e raptou a princesa do reino (de novo!). Agora, mais uma vez, Spakster deve acionar seus foguetes e salvar a princesa e o reino dos terríveis lagartões.

Ação intensa e furiosa

O jogo segue a mesma mecânica do original, sendo que o grande destaque aqui é o design dos cenários, que são muito bem feitos e construídos para testar a habilidade dos jogadores, com ação tanto na horizontal como na vertical. Em relação ao anterior, o jogo está mais veloz, para acionar o jetpack do personagem não é preciso ficar segurando o botão como antes, ele recarrega sozinho, deixando a ação bem mais dinâmica. Não há slowdowns aqui, mesmo com a tela recheada de inimigos e explosões, graças ao rápido processador do console.

Os cenários são mais abertos, para aproveitar os foguetes de Sparkster. Mas também contamos com lugares fechados e longos corredores/paredes, que o personagem pode usar para ricochetear e alcançar novas áreas. Aliás, o jogo é recheado de zonas escondidas, exploradores vão se divertir procurando vidas e itens extras escondidos. Algo que existe apenas nesta versão é a possibilidade de se encontrar seis espadas mágicas escondidas nas fases, para se transformar no “Golden Sparkster“, que possui ataques mais fortes e pode voar mais rápido. É o Super Sonic fazendo escola.

Em termos gráficos e visuais o jogo possui o selo de qualidade Konami, se apresentando muito bem na tela, com bons cenários de fundo, boas animações e design criativo de inimigos e demais personagens, especialmente os chefões. Porém, ele infelizmente não utiliza os mesmos truques gráficos do original, usados para ultrapassar as limitações do Mega Drive, com efeitos de zoom e rotação, por exemplo.

A trilha sonora é muito boa e conta com temas inspirados, afinal, foi composta por Michiru Yamane (junto com Akira Yamaoka, famoso pela trilha de Silent Hill), que trabalhou em vários Castlevanias, incluindo o clássico “Symphony of the Night” e “Castlevania: Bloodlines“. Confira abaixo a música da primeira fase do game:

O jogo possui seis fases no total, com áreas bem variadas, passando por florestas, desertos e fortalezas. O nível de dificuldade está bem mais baixo do que o antecessor, então quem se deu bem no primeiro, não deve ter grandes dificuldades por aqui.

Apesar de não ser melhor do que o jogo original, “Sparkster: Rocket Knight Adventures 2” possui um excelente nível de qualidade e consegue oferecer uma experiência como jogo de plataforma 2D muito sólida e divertida. A versão de Mega Drive se destaca pela velocidade e design dos cenários que são bem criativos, com ação na vertical e horizontal, e não tão lineares como no rival.