Muitas vezes nos perguntamos como os videogames são criados e nunca sabemos o porque. Que tal uma viagem no tempo para vermos a criação do Master System numa das antigas fábricas da Tec Toy em Manaus? Tudo isso na  Videogame nº 5. Vamos lá voltar no tempo?

Esta primeira visita, bem interessante por sinal, foi publicada na Videogame, também houve reportagem parecida numa edição da Ação Games. A Tectoy, como representante oficial da SEGA no Brasil, fazia questão de mostrar todo o trabalho bem elaborado que havia ali na criação de cada videogame e de como o sonho viria a se tornar realidade depois de completamente montado.

Claro que outras empresas também tinham os seus videogames, como é o caso da CCE, Gradiente e Dynavision, utilizando-se de seus clones para trazer os compatíveis Nintendo para o Brasil. Só muito tempo depois que a Big N veio oficialmente ao nosso país e lançou os seus videogames em nossas paragens.

Vamos dividir o texto em duas partes para que você possa fazer a devida comparação no cunho jornalistico das duas revistas sobre o mesmo assunto! Boa leitura a todos.

Dentro da fábrica!

 

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Uma das montagens.

Tudo começa numa linha de montagem em que as pessoas sentam, umas ao lado das outras, diante de uma mesa cumprida e com uma esteira rolante. Cada uma monta determinada parte do aparelho, que desliza sobre a esteira.

É na linha de montagem que ocorre o processo de montagem dos componentes eletrônicos sobre uma placa de fibra de vidro sintético. Toda montadinha, a placa passa pela limpeza e soldagem dos componentes. A solda, composta de estanho e chumbo, “ferve” à temperatura de 250º C. Em seguida, ocorre a revisão e ajuste dos componentes.

Na etapa seguinte, computadores testam as placas. Se apresentarem algum defeito, elas seguem para um técnico consertar.

Todo o processo de montagem, soldagem e revisão é o mesmo, tanto para videogames quanto para cartuchos. Em seguida, elas são enviadas ao setor de revestimento, onde recebem as peças que compõem o acabamento externo – a caixa do console, do cartucho, adesivos, etc… É como na fabricação de carro: depois do motor estar fixado no chassi, ele recebe a carroceria, as portas, vidros, acessórios, etc.

No caso da pistola a laser e dos joysticks, segue-se o mesmo sistema. E sempre tem uma pessoa para testar o funcionamento. O responsável pelo teste da pistola, por exemplo, pega cada uma, aponta para uma TV ligada com pontos marcados e atira neles. É como se você estivesse jogando e atirando nos alvos dos jogos. Já o teste de joystick é feito numa máquina especial.

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Bem, é assim que o seu videogame e seus respectivos joguinhos são confeccionados. Tanto a Tec Toy quanto outras fábricas de videogame seguem o mesmo modo de fabricação. Agora só nos resta conhecer o laboratório e a mente dos gênios que inventam esses jogos malucos, que deixam todo mundo grudado nos joysticks.

A Tec Toy tem desenvolvido continuamente sua capacitação tecnológica e importa cada vez menos componentes do Japão. Do Joystick ela fabrica tudo, com exceção da manta de borracha condutiva (que dá o contato), feita no Japão. Já a pistola tem apenas três componentes importados.

“E isto era importante para o Brasil, como um todo. Uma demostração que o país tinha a capacidade de produzir componentes eletrônicos desde a década de 90, mas poucas empresas investiram nisto no país, tornando-nos bastante atrasados se comparado com a China, Taiwan, anos depois.”

O Game Gear tem basicamente os mesmos componentes do Master, mas, por ser mais compacto, seu processo de fabricação é mais caro e complexo. O maior problema na produção do portátil é a fixação da tela de cristal líquido, pois não pode haver sequer um cisquinho microscópico de poeira nessa operação. Por isso, ela é feita numa máquina especial que a Tec Toy importou do Japão.

Quanto mais bits tiver um videogame, mais difícil será compactá-lo. Os técnicos da Tec Toy dizem que é quase impossível desenvolver um Mega Drive portátil. Mas os japoneses ainda vão chegar lá.

Um pequeno aparte que precisa ser comentado nesta questão.

videogames“O que torna um verdadeiro contrassenso tecnológico. Não é a quantidade de bits que torna a compactação de peças difícil e caro, e sim o método para tanto, pois, anos mais tarde, tivemos a revisão da placa do Mega Drive, por algo menor, mas não necessariamente melhor, e, depois, o lançamento do Nomad. Uma demostração que não se pode dizer, com a língua entre os dentes que existe uma impossibilidade para se fazer isto ou aquilo tecnologicamente, só é inviável no momento.”

Gostaram desta primeira visita a uma fábrica de consoles aqui no Brasil?

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