Lançado em 1989 no Japão, 1990 na Europa, e 1991 nos Estados Unidos e Brasil, o Alex Kidd in the Enchanted Castle não é só o único jogo do antigo mascote da SEGA a ser lançado para o Mega Drive, como também marca sua despedida, já que pouco tempo depois o Sonic tomou seu lugar.

Continuação direta de Alex Kidd in Miracle World lançado em 1986 para o Master System,  o protagonista Alex vive no Planeta Aries que é comandado por seu irmão, King Igual. Após escutar rumores de que seu pai, o Rei Thor, ainda está vivo, Alex viaja para o planeta PaperRock querendo encontrá-lo. Inicia-se aí, a última aventura de Alex!

VOLTANDO ÀS ORIGENS

Curiosamente, ele traz a jogabilidade de Miracle World, sendo o único game da série a repetir a mesma fórmula. Portanto, espere jogabilidade lateral ao estilo “corre-e-pula”, dar soco nos inimigos, encontrar passagens secretas etc.

Por repetir o mesmo gameplay, ele também tem os itens utilizáveis como motos, helicóptero portátil e, de novidade, há um pula pula. A diferença é que você não compra os itens desta vez, mas gasta o dinheiro conseguido ao longo das fases para apostar uma partida de Pedra, Papel e Tesoura. Os chefes também são enfrentados dessa forma, assim como no jogo original.

Visualmente falando, o game não “faz feio”, mas está longe de impressionar, até mesmo porque se trata de uma das primeiras levas de games para o bom e velho Mega Drive. Abusando do estilo “kawaii”, você verá inimigos fofos, cenários bem coloridos e todo o aspecto de “jogo bonitinho”, evidenciando que o foco do título era as crianças da época.

Por falar nisso, há três níveis de dificuldade (Fácil, Normal e Difícil), que modificam a quantidade de vidas que você terá para a aventura. Para os padrões da época, o jogo é considerado “mamão com açúcar”,  o que deve ser atraente aos novatos. Também é notável que houve um esforço em diversificar os cenários e inimigos, mesmo ambos sendo um pouco genéricos. Há a fase da água, deserto, floresta, pirâmide, montanha, castelo etc.

A CRUELDADE DO TEMPO

Infelizmente, a ação do tempo fez com que o game envelhecesse bastante, não sendo o típico “clássico atemporal” como são os jogos do Sonic, por exemplo. Talvez por isso, o game é bastante criticado por especialistas do mundo inteiro e também por entusiastas do Mega Drive.

O principal ponto de crítica é a trilha sonora, sendo bem chatinha e não muito bem ambientada. Muitos vão preferir diminuir o volume da TV. Pelo menos, a faixa clássica de Miracle World retorna, o que pode atingir “em cheio” o coração dos nostálgicos.

Além disso, o fato dos chefes voltarem a ser com o minigame Pedra, Papel e Tesoura pode ter parecido uma boa ideia, mas na prática acaba deixando de lado as habilidades do jogador, já que ele precisará apenas da sorte para vencer.

De quebra, os controles são um pouco escorregadios, o que pode levar a mortes injustas  e isso é agravado com visíveis problemas de colisão. O design das fases também é muito simplório, se resumindo a andar da esquerda pra direita e pular em plataformas, não havendo nada novo, nem mesmo para a época. Pelo menos as passagens secretas tentam dar um pouco de diversidade as fases, mas parece que podia ser melhor.

DATADO, PORÉM CHARMOSO!

No fim das contas, Alex Kidd in Enchanted Castle foi o último suspiro do antigo mascote da SEGA que, apesar de ser bastante datado para os dias de hoje, é um game que serve para encher o coração dos jogadores mais velhos de nostalgia.

Nem de longe está entre os melhores games que o console pode oferecer, mas pode despertar bons sentimentos para aqueles que o experimentarem.