Desenvolvido pela extinta Data East (a mesma de Joe & Mac), High Seas Havoc é mais um dos games lançados nos anos noventa que tenta pegar “carona” no sucesso do Sonic com o estilo de correr e pular.

Apesar do game não apostar tanto na velocidade, ele tem diversos outros elementos que unem ao ouriço: o protagonista é um animal antropomórfico marrento; a primeira fase é tropical, com verde, águas e etc; cada fase possui dois atos e no final do segundo há um chefe; fases com mais de uma rota etc

PRETEXTO CLICHÊ, MAS CHEIO DE CHARME!

O game conta a história de uma jóia lendária com poderes magicos chamada “Emeralda”, que é forte o suficiente para destruir exércitos e dominar reinos.

O primeiro a perceber o potencial deste artefato foi o pirata Scoundrel Bernardo, e ele parte em uma aventura para encontrar um mapa do tesouro para descobrir onde ela ficava escondida.

Enquanto isso, o nosso herói, Havoc, estava vivendo em paz viajando pelos mares com seu camarada, Tide, não imaginando sobre os planos malignos de Bernardo. Eventualmente, eles desembarcam em uma ilha e encontram uma jovem donzela desmaiada nas areias.

“Madame, você está bem?” – pergunta Havoc.

Após levá-la a uma cabana próxima, ela eventualmente abre os olhos.

“- Uh….ooh… meu nome é Bridget. Este mapa é muito importante e você deve protegê-lo do Bernardo. Por favor, me ajude.”

” Não se preocupe. Você pode contar conosco, madame!” – responde Havoc.

Os dois olham o mapa e percebem que há uma caverna no topo de uma montanha. Após alguns dias, Bridget se recupera completamente e os três se tornam grandes amigos.

…Só que os homens de confiança de Bernardo descobrem o paradeiro deles e, a noite, Bridget e Tide são capturados e o mapa do tesouro é levado junto. Havoc, sem tempo a perder, parte em uma aventura para salvá-los!

AVENTURA CAPRICHADA!

Analisar High Seas Ravoc é relativamente simples, já que pode ser resumido em uma simples palavra: caprichado!

A jogabilidade é boa e, mesmo tendo uma pequena curva de aprendizado para que o jogador domine a precisão dos pulos, uma vez aprendido o jogador simplesmente “deslancha”.

Fora que o game é bem polido quanto a bugs, possui um bom level design e os inimigos são posicionados de forma intuitiva, proporcionando um desafio justo.

Chama a atenção que o game consegue ter uma identidade própria bem sólida, mesmo sendo perceptível a inspiração no Sonic. Cada uma das fases conta com inimigos e obstáculos próprios, deixando cada ambiente bem singular e evitando a sensação de mesmice.  Os chefes e as gimmicks também são bem criativos.

Some isso a excelentes gráficos,  com direito a efeitos de distorção do calor na fase do fogo e o mesmo na fase em baixo da água; cenários detalhados; efeitos de parallax e uma excelente distribuição de cores e temos um game bastante bonito para os padrões do Mega.

Outro ponto de destaque é a música, bem ambientada e bastante memorável, mesmo que as faixas não estejam em um nível tão alto quanto os jogos do Sonic, por exemplo.

CADÊ A NOVIDADE?

O game tem só tem dois pontos que o afastam da nota 10: o primeiro é o nível de dificuldade muito elevado, mesmo para os padrões da época. Provavelmente o objetivo da Data East era que as pessoas não zerassem o game para durar o “máximo o possível”, mas a experiência pode ficar bem frustrante para muita gente.

E o segundo é que ele carece em originalidade. Mesmo tendo uma identidade bem própria, ele parece ser apenas mais um jogo de plataforma “corre e pula” em 2D que todos nós amamos. Não há nada nele que o diferencia dos demais títulos.

No fim das contas, a Data East foi bem caprichosa em desenvolver esse título, sendo uma excelente pedida para aqueles que gostam do gênero e querem experimentar um game um pouco menos “mainstream” do Mega Drive. Gosta de correr e pular? Provavelmente gostará de High Seas Havoc!