O gênero “metroidvania” tem como principal representante o clássico Castlevania: Symphony of the Night (lançado em 1997) – e mais recentemente o seu sucessor espiritual Bloodstained: Ritual of the Night.

Esse tipo de jogo tem uma legião de fãs e conta como principais características a exploração de enormes mapas e a coleta de vários itens e habilidades enquanto a aventura vai se desenrolando.

Na época do Mega Drive o termo “metroidvania” nem existia, mas o console possui alguns títulos que se assemelham a esse popular gênero, vamos conhecer ou relembrar de alguns eles!

*Lembrando que os jogos aqui apresentados não possuem a mesma complexidade de um tradicional metroidvania, mas sim apenas alguns elementos, servindo de sugestões para quem estiver curioso para conhecer alguns exemplos no Megão.

The Lost Vikings

Lançado pelo estúdio Silicon & Synapse (hoje mais conhecido como Blizzard Entertainment), o jogo foi lançado para várias plataformas, incluindo o Mega Drive em 1994 (com algumas fases inéditas e exclusivas). O título apresenta três vikings, cada um com suas próprias habilidades necessárias para progredir na aventura, sendo que o jogador pode controlar apenas um viking de cada vez – ou até três jogadores podem se ajudar simultaneamente.

Blades of Vengeance

Já Blades of Vengeance nos apresenta um universo de fantasia medieval com três personagens principais (Guerreiro, Caçadora e Mago), sendo que cada um possui suas qualidades e defeitos no gameplay. Os mapas possuem designs criativos e inimigos estrategicamente posicionados para dificultar a nossa vida, e os cenários ficam maiores e são quase como labirintos, com um número de inimigos e armadilhas que aumentam consideravelmente.

QuackShot

Lançado em 1991, QuackShot é estrelado pelo nervosão Pato Donald e mistura elementos de plataforma e quebra-cabeças, considerado por muitos fãs como um precursor do estilo metroidvania. Em vários momentos o jogador precisará “pegar um item para passar por aquele ponto daquela fase“, como a arma de desentupidor, que recebe upgrades ao longo da aventura do penoso. Um game que envelheceu como vinho e ficou somente melhor com o tempo. Clássico até a raiz nas penas do Donald!

Kid Chameleon

Outro clássico do Mega Drive que foi lançado em 1992 e tem como destaque o uso de diversas máscaras que concedem ao protagonista do game diferentes habilidades, necessárias para se avançar pelos cenários (são mais de 100 fases!) que contêm uma série de caminhos aleatórios (muitos deles secretos), recheados de inimigos mortais e obstáculos. Os cenários não são tão longos ou complexos como um metroidvania tradicional, mas para explora-los de maneira eficiente é imprescindível escolher a máscara com as habilidades apropriadas. Um jogo imperdível!

Ultracore

Ultracore tem uma história interessante: foi criado em 1994 pelo estúdio DICE (mais conhecido hoje pela franquia Battlefield e Star Wars: Battlefront) com o nome Hardcore, mas teve o lançamento cancelado. Em 2019 o projeto foi ressuscitado pela Strictly Limited Games, empresa especializada em lançamentos retrôs, agora com o nome de Ultracore. O game é focado principalmente na ação plataforma ao estilo de Mega Turrican e Contra, mas conta com elementos de metroidvania como longos mapas, upgrades de armas e coleta de itens para acessar novas áreas como cartões de acesso, elevadores e portas. Vale a pena dar uma conferida!

Bônus – Ecco The Dolphin

O estilo metroidvania é mais conhecido entre os jogos de plataforma 2D, mas alguns títulos diferentões podem apresentar várias de suas características, como é o caso do inovador Ecco The Dolphin, lançado no Mega Drive em 1992. O jogador assume o comando de um simpático golfinho que deve explorar as profundezas dos oceanos (e até mesmo um outro planeta). O jogo conta com mapas gigantescos e o nosso golfinho conta com habilidades especiais para abrir caminho e alcançar novas áreas. Um jogo com alto grau de desafio, certamente não é para todos.